Pelo reforço <br> do movimento comunista
O PCP acolhe pela segunda vez o Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários (EIPCO), que se inicia amanhã em Lisboa.
As delegações participam no comício comemorativo do centenário de Álvaro Cunhal
Mais de uma centena de delegados de cerca de 70 partidos oriundos dos cinco continentes e de mais de 60 países participam nos trabalhos do 15.º EIPCO, que decorre na capital portuguesa entre sexta-feira, 8, e domingo, 10, sob o lema «O aprofundamento da crise do capitalismo, o papel da classe operária e as tarefas dos comunistas na luta pelos direitos dos trabalhadores e dos povos. A ofensiva do imperialismo, a rearrumação de forças no plano internacional, a questão nacional, a emancipação de classe e a luta pelo socialismo».
Esta é a segunda vez que o PCP acolhe esta iniciativa multilateral de cooperação, que se realiza anualmente desde 1999. A primeira vez que o EIPCO se reuniu em Portugal foi em 2006, também em Lisboa, entre 10 e 12 de Novembro.
Ao longo do debate, os participantes terão oportunidade de proceder a uma ampla troca de experiências de luta e de informações sobre a situação nos respectivos países e regiões, bem como de análises sobre a situação internacional, contribuindo para o aprofundamento do conhecimento mútuo.
No domingo as delegações dos partidos comunistas e operários presentes no Encontro são convidadas a participar no comício comemorativo do centenário de Álvaro Cunhal, que se inicia às 15h00, no Campo Pequeno.
Cumprindo a sua natureza de classe e de partido patriótico e internacionalista, o PCP tem-se empenhado no processo dos EIPCO procurando contribuir para a unidade e o reforço e aprofundamento da cooperação e da solidariedade recíprocas no movimento comunista e revolucionário internacional, assim como para o desenvolvimento da acção comum e convergente no seu seio.
O PCP está empenhado em que este Encontro represente um real contributo para a luta contra a ofensiva do imperialismo, em defesa dos direitos dos trabalhadores e dos povos, pela paz, pela soberania, a democracia, a liberdade e a justiça, pela emancipação social e nacional, por profundas transformações de carácter anti-monopolista e anti-imperialista, por uma sociedade sem exploradores nem explorados, pelo socialismo.